"um poema para mim"
não tenho a paz
que aprendi com os pombos
não sou tão dócil
quanto é o meu cahorro
minha paciência cabe melhor nos outros
não sou nem o dono do meu próprio abandono.
que aprendi com os pombos
não sou tão dócil
quanto é o meu cahorro
minha paciência cabe melhor nos outros
não sou nem o dono do meu próprio abandono.
depois que estou gordo
dou comida ao mendigo
na caridade daquilo que sobra
é o remédio que carrego comigo
só não cura veneno de cobra.
dou comida ao mendigo
na caridade daquilo que sobra
é o remédio que carrego comigo
só não cura veneno de cobra.
não perco tempo na frente do espelho
pois não suporto olhar a mim mesmo
seria melhor se fosse por vaidade
me fala um vaidoso que não é de verdade!
pois não suporto olhar a mim mesmo
seria melhor se fosse por vaidade
me fala um vaidoso que não é de verdade!
tem pouca coisa que eu não entendo
o que não me falta
ganhei de um avarento
o que não me falta
ganhei de um avarento
olha que coisa.
ainda não deu de eu perceber
que dar foi esse
tão maior que receber.
ainda não deu de eu perceber
que dar foi esse
tão maior que receber.
afonso 4/2/18

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