segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018


"um poema para mim"


não tenho a paz
que aprendi com os pombos
não sou tão dócil
quanto é o meu cahorro
minha paciência cabe melhor nos outros
não sou nem o dono do meu próprio abandono.
depois que estou gordo
dou comida ao mendigo
na caridade daquilo que sobra
é o remédio que carrego comigo
só não cura veneno de cobra.
não perco tempo na frente do espelho
pois não suporto olhar a mim mesmo
seria melhor se fosse por vaidade
me fala um vaidoso que não é de verdade!
tem pouca coisa que eu não entendo
o que não me falta
ganhei de um avarento
olha que coisa.
ainda não deu de eu perceber
que dar foi esse
tão maior que receber.

afonso 4/2/18

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